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O Processo de Transformação, a Ética e a Sociedade Atual


Estamos vivendo um momento de “Choque de Ética” no Brasil.
A crise de valores é percebida por todos e em todos os ambientes.
A “anti-ética na política” dá um show de desilusão na sociedade, com ampla divulgação através dos veículos de comunicação, levando a dúvidas de comportamento desta nossa sociedade.

O que nos resta fazer, então?

Este olhar conjuntural dos últimos episódios do dia a dia brasileiro não consegue ocultar o grau do processo de transformação por que passa a sociedade brasileira.
Felizmente essa onda gigante transformatória, “tsunamicamente” forte, vem em nossa direção e nos atinge e a nós se mistura, engrossando substancialmente o caldo da mudança...
E, por ser contemporânea, muitos ainda não a percebem.
Podemos, então, identificar que o fio condutor deste processo de transformação está baseado em quatro vetores básicos a saber:
· O vetor Macroeconômico;
· O da Sociedade propriamente dita
· O do Terceiro Setor
· E o da Responsabilidade Social Corporativa

Sob este foco, surgem, heroicamente, no dicionário cotidiano da vida da sociedade brasileira, três palavras-chave que comandam estas ações de mudança.
São elas: ÉTICA, CIDADANIA e PARTICIPAÇÃO.
Os exemplos de sua aplicação, por si só, já explicam suas influências no nosso dia a dia.
Senão, vejamos:

· Ética:

o Cada vez mais, e em todos os cursos universitários, a disciplina Ética está presente no curriculum;
o O Código de Ética passou a ser o projeto mais importante implantado nas empresas, definindo a sua missão, valores, princípios, regulando as linhas de atuação comportamental dos seus colaboradores junto aos Stakeholders (públicos com os quais a empresa se relaciona) e de suas relações institucionais;



o No relacionamento comercial, a empresa procura manter-se eticamente responsável, posicionando seu produto ou serviço de maneira sempre correta perante o seu cliente / consumidor;
o Da mesma forma, firma-se a postura de sustentabilidade e preservação do meio ambiente, caso a produção ou comercialização dos produtos possa afetar esta atitude;
o Entregar corretamente o que se compromete, o que está na sua publicidade, o que está inscrito na embalagem. É a empresa eticamente responsável, “cobrada” assim pelos seus clientes.

· Cidadania:

Com mais educação, a população obtém mais conhecimento e se posiciona com um perfil mais crítico.
Assim, busca seus direitos, cobrando-os das empresas e autoridades públicas.
O Código de Defesa do Consumidor passou a ser o instrumento que define exatamente esta relação, valorizando e garantindo os direitos da sociedade.
À empresa resta cumprir o Código à risca. Organizações “eticamente irresponsáveis” são denunciadas diariamente e acabam não se sustentando nos seus negócios.

· Participação:

O Terceiro Setor se multiplica no Brasil. Inúmeras ONG’s (Organizações Não Governamentais) se instalam, se formam através da sede de participação da sociedade, que assume o papel da transformação através dos seus atos e atitudes em prol do Coletivo.

Portanto, esta nova ordem penetra na sociedade e dá o tom estrutural, concreto, da verdadeira ação inclusiva e permanente de transformação que atinge o nosso país e nos sustenta.
Com ânimo e, ainda, com o mínimo de esperança que nos resta, somente as atitudes do bem nos levarão a completarmos o ciclo virtuoso das relações éticas entre todos os seus agentes envolvidos.



Prof. Lívio Giosa
Consultor de Empresas, Sócio-Diretor da G,LM Assessoria
Empresarial, Presidente do CENAM e Diretor do
Instituto ADVB de Responsabilidade Social



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