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Por quem dobram os sinos da ação social?


O Brasil é ainda hoje uma sombra bem distante do país que queremos. Ano a ano, os problemas se somam e não se subtraem. O modelo político se mostra cada vez mais impotente quebrar os paradigmas da indignação geral, caracterizado ainda como a prática do benefício para poucos ao invés do atendimento para a sociedade como um todo. Por sua vez, também, o cenário econômico patina ainda na incerteza do desafio de caminhar em terra firme do desenvolvimento, mas com cuidados intrínsecos quanto aos ajustes necessários da balança comercial, da inflação e da dívida interna. Os tempos, assim, vão transformando cada vez mais nossas atitudes e os valores desta sociedade, que insiste ainda em acreditar que é possível obter o mínimo de qualidade de vida para nossa população. E então, de papéis trocados, entra em cena a visão social empreededora dos empresários. Cansados de perceber que o Estado não tem perfil para desenvolver ações sociais permanentes, um contigente cada vez maior de empresas resolveu arregaçar as mangas e fazer a sua parte com absouta competência nesta questão.

Com o desenvolvimento de projetos locais socialmente responsáveis, as organizações estão agindo no ponto certo da transformação e inclusão social, resgatando valores humanos e morais com resultados extraordinários. Como ocorre também em países desenvolvidos, a atitude voluntária da empresa ganha força e tem tido destaque. Mais ainda, o mercado está percebendo que empresas-cidadãs são mais preparadas para o desafio da competitividade, valorizando sua imagem institucional.

Empresas éticas, voltadas para as comunidades com as quais interagem, são claramente distinguidas pelo consumidor, que as reconhece, as valoriza e a elas se fideliza. Isto já é perfeitamente constatável. No mês de abril deste ano, por exemplo, a Revista Fortune escolheu as 10 mais admiradas empresas americanas. Democraticamente e sob o impulso de milhares de votos, elas foram eleitas com base em 8 requisitos macro-administrativos de avaliação do seu desempenho. Um destes requisitos era o da Responsabilidade Social.

No Brasil, parece que estamos começando a perceber estes novos tempos. Este novo século aprofundará as marca sociais se nada de concreto for feito. Em contrapartida, as empresas estão sentindo o espaço certo de contribuírem, com programas sociais, nos mais variados setores de relacionamento com a comunidade. São pequenas, médias e grandes organizações, são os funcionários-voluntários, são as ONG´s sociais que se multiplicam, são premiações e distinções colocads para o bem comum, como incentivos extraordinários. Estas organizações, verdadeiras agentes-sociais de mudança, são o exemplo vivo de que é possível crescer socialmente em criatividade e amor ao próximo. A alma da empresa se ajustou claramente com o espírito social, fazendo, sem dúvida, a diferença positiva e multiplicadora para uma gente carente que vê, nestas ações, o seu renascer e o seu futuro, com um mínimo de dignidade.

Estamos, de forma construtiva, fazendo a nossa parte. Que estas atitudes sirvam realmente de exemplo e estímulo para que entidades, empresas e até o governo percebam, de vez, que somente depende de cada um dar o passo certo e rápido para o resgate social do nosso país.


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