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Responsabilidade Social forma um novo retrato das organizações brasileiras.


Quando, em 1995, tive o primeiro encontro com o Betinho e ouvi dele, com todo entusiasmo e certeza, os objetivos do programa "Ação da Cidadania Contra a Fome e a Miséria", percebi o enorme papel transformador que essa atitude desencadearia no Brasil.
No coração de todos que ouviam suas explanações estava sendo plantada uma semente que germinaria o fruto do mundo melhor.

Lá fora, em outros países, a Responsabilidade Social já era referência de novas atitudes desencadeadas pelas empresas e pelas organizações, embaladas pelo crescimento do Terceiro Setor.

De lá para cá, as empresas brasileiras, os seus colaboradores internos e a sociedade passaram a ser palavras presentes nas conversas cotidianas, individualmente, e nas mesas de tabalho. Hoje, temos um novo retrato do Brasil e as organizações brasileira já incluem o item Responsabilidade Social em seu planejamento estratégico.

As empresas estão fazendo parte deste novo conceito social como agentes interlocutores das comunidades mais carentes. Assim, muitas organizações perceberam que a sua missão vai além da lucratividade, pois não adianta mais ser uma ilha de riqueza cercada de problemas sociais, além de sua janela. Milhares de grupos de voluntários se formam, dentro e fora dos portões destas organizações. Esta é a demonstração de que o Brasil está vivendo uma verdadeira revolução social que atinge todos os seus parâmetros, da conscientização à ação.

Tudo isso demosntra que a Responsabilidade social mexe com a alma das organizações e as transforma, atinge o voluntariado interno, melhora a sua imagem institucional, entra em sintonia com a comunidade, serve de exemplo e é relevantemente percebida.

Mas ainda há muito por vir desta surda aliança pela inclusão social. olha, agora, ao seu redor. Acredite no seu poder de transformar e faça já a sua parte. Os herdeiros do futuro agradecem.


A AÇÃO SOCIAL GERA TRANSFORMAÇÃO


A ação social no Brasil ganha novos contornos e a perspectiva de que os preceitos básicos da cidadania deixarão as letras frias dos discursos ineptos, ganhando as ruas, já são hoje alento e motivo de comemoração. E a transformação se dá com o voluntariado de novos atores que assumem a condução do processo. Entram na empreitada as empresas, com sua competência, motivação e consciência das dimensões do problema a solucionar. Juntam-se, natural e inexoravelmente, neste cenário ao poder público, que teve sua oportunidade e não atendeu as expectativas satisfatoriamente, mais por incompetênca e aptidão do que por outras razões.

Quando levamos à ADVB (Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil), há pouco mais de 2 anos, a sugestão para criarmos uma forma de destacar as empresas empenhadas em desenvolver ações de Responsabilidade Social, nossos questionamentos giraram em torno da dificuldade em encontrá-las, tão reduzido parecia seu número. Mas, em 1999, realizamos o primeiro prêmio TOP SOCIAL e distribuimos 26 diplomas e troféus.

Havia um contingente significativo de empresas administrando projetos. Multinacionais que traziam para o Brasil sua cultura de relação comunitária participativa e grandes organizações nacionais. O universo que representavam, contudo, não era claramente dimensionado.

Não nos surpreendeu, assim, receber há pouco, trabalho de Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA), o primeiro do gênero levado a cabo no Brasil. O estudo confirmou que essas nações, cada vez mais, fazem parte da visão estratégica empresarial. Na Região Sudeste, onde estão 445 mil empresas, uma amostragem pesquisou 1752 delas e levantou que 67% realizam algum tipo de ação social. a pesquisa do IPEA, contudo, acrescentou um dado novo: entre as "empresas-cidadãs", 61% têm de 1 a 10 empregados.

Isso nos faz refletir. Fica claro haver um sentimento forte de solidariedade permeando essas ações. E que o sentimento floresce como um brado de "basta!" à omissão, ao descaso e insensibilidade dos que deveriam buscar soluções.

Soluções que proverão da nossa gente com o que é básico: educação, saúde, alimentação, assistência social e até lazer. Soluções para oferecer à população carente vida com dignidade, com qualidade e conforto. Oportunidade para sua inserção social. E o mais importante: não com ações filantrópicas das que "dão o peixe". Mas as que estão ensinando a pescar, a decidir, a optar, a despertar potenciais. Para nossa satisfação, observamos que os conceitos da Responsabilidade Social estão se consolidando entre nossas empresas, sejam micro ou grandes. A Responsabilidade Social não se materializa em atos ou ações. Estes são efeitos e não causa. Acima disto está a postura da empresa e, consequentemente, de seus dirigentes e colaboradores. Na "empresa-cidadã", a conduta ética de seus relacionamentos com seus públicos (clientes, fornecedores, colaboradores internos, autoridades, comunidade e imprensa, entre outros) é a marca de sua Cultura Empresarial. Faz parte de seus hábitos e costumes ser ética, responsável, solidária e participativa. É desta forma que estimulam o debate das questões e provocam relfexão sobre elas. Seus negócios desenvolvem-se em benefício da sociedade, seus produtos e serviços agregam valores sociais. São esses preceitos "socialmente corretos" que, ao fluírem naturalmente para fora de seus muros, permitem vislumbrar as oportunidade de ação efetiva. E são essas empresas que, ao se rebelarem contra as desigualdades sociais, despertam a sociedade para a realidade à sua volta. São essas atitudes que se multiplicam pela força do exemplo que representam. Sensibilizam para o envolvimento do semelhante, motivam de modo incontrolável e desenvolvem a sinergia da "Contaminação Social". E essa contaminação, esperamos, será permanente. Só desta forma o Brasil estará inserido no contexto das nações desenvolvidas, trá condições de expor ao mundo seu potencial e realizar a profecia de sermos o país do futuro.


Por quem dobram os sinos da ação social?


O Brasil é ainda hoje uma sombra bem distante do país que queremos. Ano a ano, os problemas se somam e não se subtraem. O modelo político se mostra cada vez mais impotente quebrar os paradigmas da indignação geral, caracterizado ainda como a prática do benefício para poucos ao invés do atendimento para a sociedade como um todo. Por sua vez, também, o cenário econômico patina ainda na incerteza do desafio de caminhar em terra firme do desenvolvimento, mas com cuidados intrínsecos quanto aos ajustes necessários da balança comercial, da inflação e da dívida interna. Os tempos, assim, vão transformando cada vez mais nossas atitudes e os valores desta sociedade, que insiste ainda em acreditar que é possível obter o mínimo de qualidade de vida para nossa população. E então, de papéis trocados, entra em cena a visão social empreededora dos empresários. Cansados de perceber que o Estado não tem perfil para desenvolver ações sociais permanentes, um contigente cada vez maior de empresas resolveu arregaçar as mangas e fazer a sua parte com absouta competência nesta questão.

Com o desenvolvimento de projetos locais socialmente responsáveis, as organizações estão agindo no ponto certo da transformação e inclusão social, resgatando valores humanos e morais com resultados extraordinários. Como ocorre também em países desenvolvidos, a atitude voluntária da empresa ganha força e tem tido destaque. Mais ainda, o mercado está percebendo que empresas-cidadãs são mais preparadas para o desafio da competitividade, valorizando sua imagem institucional.

Empresas éticas, voltadas para as comunidades com as quais interagem, são claramente distinguidas pelo consumidor, que as reconhece, as valoriza e a elas se fideliza. Isto já é perfeitamente constatável. No mês de abril deste ano, por exemplo, a Revista Fortune escolheu as 10 mais admiradas empresas americanas. Democraticamente e sob o impulso de milhares de votos, elas foram eleitas com base em 8 requisitos macro-administrativos de avaliação do seu desempenho. Um destes requisitos era o da Responsabilidade Social.

No Brasil, parece que estamos começando a perceber estes novos tempos. Este novo século aprofundará as marca sociais se nada de concreto for feito. Em contrapartida, as empresas estão sentindo o espaço certo de contribuírem, com programas sociais, nos mais variados setores de relacionamento com a comunidade. São pequenas, médias e grandes organizações, são os funcionários-voluntários, são as ONG´s sociais que se multiplicam, são premiações e distinções colocads para o bem comum, como incentivos extraordinários. Estas organizações, verdadeiras agentes-sociais de mudança, são o exemplo vivo de que é possível crescer socialmente em criatividade e amor ao próximo. A alma da empresa se ajustou claramente com o espírito social, fazendo, sem dúvida, a diferença positiva e multiplicadora para uma gente carente que vê, nestas ações, o seu renascer e o seu futuro, com um mínimo de dignidade.

Estamos, de forma construtiva, fazendo a nossa parte. Que estas atitudes sirvam realmente de exemplo e estímulo para que entidades, empresas e até o governo percebam, de vez, que somente depende de cada um dar o passo certo e rápido para o resgate social do nosso país.


Responsabilidade Social: consciência ou obrigação?


"Não somos piores, nem melhores. Somos iguais. Melhor é a nossa causa" (Thiago Mello)

São muitos os caminhos já percorridos por algumas empresas brasileiras que estão operando com programas socialmente responsáveis. No entanto, há muito ainda por fazer. Tocar a "alma das organizações", mexer com a governança corporativa, dirigentes, empresários e muitos de seus profissionais- líderes e executivos, demonstrando que o papel das empresas vai muito além do lucro, tem sido a ferramenta certa para despertar a consciência social deste enorme contingente.

Na verdade, ficam ainda dúvidas conceituais sobre a prática da filantropia, usual e costumeiramente empregada por muitas pessoas e empresas, com a prática de doar recursos mas não acompanhar a sua utilização, em relação à questão de responsabilidade social, empregada sob o foco estrutural, como um projeto social, com alcance definido, metodologia, recursos e base que garantam a verdadeira transformação do indivíduo beneficiado, levando-o à inclusnao social. Mais ainda, quando se questiona o papel do Estado e o das empresas, considerando-se que, àquele fica a responsabilidade das políticas públicas coletivas, e a estas a ação pontual local, junto a várias comunidades com que se relaciona. Estamos avançando e isso é muito significativo. Os resultados dessas ações demonstram a competência, a aplicação correta dos recursos, o amor, a motivação de um conjunto de pessoas, verdadeiras "guerrilhas sociais", que, pontualmente, vão deixando sua marca de mudança e cidadania em todos os rincões do Brasil. No entanto, estas tantas ações meritórias não bastam! O país tem pressa. A fome, a miséria e os desníveis sociais aceleram esta percepção de que há muito mesmo ainda por fazer. Se de um lado a globalização é questionada sob o foco social e econômico entre os povos, cada vez mais os índices mundiais nos despertam para uma tomada de posição frente à pobreza. No Brasil, os indicadores sociais também nos revelam insistentemente esta realidade. Fazer das empresas uma ilha de riqueza sem perceber que além de seus muros há um problema social a cada esquina e metro quadrado, nos dá o tom de compromisso que todos nós, brasileiros destes novos tempos, temos a cumprir. Como, portanto, estimular cada vez mais esta participação em projetos sociais das empresas? E não estamos falando só das grandes companhias. Precisamos envolver as médias, pequenas e micro espalhadas por todo o país. O golpe de mestre poderá vir pela via legislativa. Um grande acordo entre governos federais, estaduais e municipais poderia se dirigir à criação de incent ivos tributários para todas as empresas que inspirarem suas ações com programas socialmente responsáveis. Um destes requisitos era o da Responsabilidade Social. no Brasil, parece que estamos começando a perceber estes novos tempos. Este novo século aprofundará as marca sociais se nada de concreto for feito. Em contrapartida, as empresas estão sentindo o espaço certo de contribuírem, com programas sociais, nos mais variados setores de relacionamento com a comunidade. São pequenas, médias e grandes organizações, são os funcionários-voluntários, são as ONG´s sociais que se multiplicam, são premiações e distinções colocads para o bem comum, como incentivos extraordinários. Estas organizações, verdadeiras "agentes-sociais de mudança", são o exemplo vivo de que é possível crescer socialmente em criatividade e amor ao próximo. A "alma da empresa" se ajustou claramente com o espírito social, fazendo, sem dúvida, a diferença positiva e multiplicadora para uma gente carente que vê, nestas ações, o seu renascer e o seu futuro, com um mínimo de dignidade. Estamos, de forma construtiva, fazendo a nossa parte. Que estas atitudes sirvam realmente de exemplo e estímulo para que entidades, empresas e até o governo percebam, de vez, que somente depende de cada um dar o passo certo e rápido para o resgate social do nosso país.
Nos Estados Unidos e em países da Europa esta prática já é comum. Alguns municípios brasileiros também incentivam a aplicação deste procedimento sobre tributos locais, para a educação e à criança. A Lei Rouanet de Incentivo à Cultura é um exemplo concreto, despertando a consciência e a oportunidade das empresas investirem em projetos neste setor. Que tal então um Lei Social capaz de permitir incentivos fiscais ou isenções em parte de tributos federais, estaduais ou municipais? A contrapartida poderia ser a prestação de contas das empresas, sob a forma do balanço social com o aval de uma auditoria externa, comprovando a aplicação destes recursos e os resultados obtidos. Esta seria a verdadeira revolução social do Brasil. Um chamamento coletivo para uma performance inédita no país carente até de boas ações. Milhões de organizações e pessoas interessadas, voluntárias ou obrigadas. Não importa. O que importa é a causa, é o combate à miséria e à pobreza de uma forma ampla, completa e irrestrita. Tudo isso poderia ser realizado até por um período pré-determinado. Os incentivos ou isenções cobririam um tempo de 4 ou 5 anos, necessário para garantir um retorno evolutivo aos projetos e, ao mesmo tempo, ideal para se avaliar os resultados gerados. O ataque tem que ser frontal e intenso. A desigualdade social já nos distanciou demais do desenvolvimento sustentado. O valor pela vida, a consciência cidadã e a inclusão são os alicerces do despertar dessa nação, que pode, assim e afinal, dar certo.


Compromisso com o social.


No momento em que o país volta a enfrentar incertezas sobre o futuro imediato da economia, é positiva a constatação de que se amplia cada vez mais a procupação das empresas com ações sociais. Executivos de grandes multinacionais com atuação no Brasil estarão lançando hoje, em São Paulo, o braço brasileiro da United Way International, instituição não governamental surgida há mais de um século nos Estados Unidos com o objetivo de promover o voluntariado empresarial. A iniciativa coincide com a divulgação de pesquisa revelando que, cada vez mais, as corporações no Brasil consolidam um compromisso com a responsabilidade social.

Realizada pela ADVB, a Pesquisa Nacional sobre Responsabilidade Social nas Empresas mostra que cerca de 90% das organizações consultadas exercem alguma atuação na área social. Ao contrário de países desenvolvidos, nos quais os portadores de deficiências físicas costumam merecer prioridade, no Brasil as atenções se voltam para crianças e adolescentes em áreas como saúde e educação. O aspecto positivo é que as ações das empresas em favor da comunidade deixaram de ser encaradas como filantropia. Passaram a ser vistas sob a ótica da responsabilidade social.

Certamente, a pretensão do setor privado não é substituir atribuições constitucionais de governo. Entre as dificuldades enfrentadas tanto pelo poder público como pela iniciativa privada no atendimento de demandas sociais, porém, há um espaço amplo que começa a ser preenchido por cidadãos e empresas compromissados com a redução das desigualdades sociais. Cada vez mais, as iniciativas empreendidas nessa área deixam de ser encaradas isoladamente ou de forma improvisada, assumindo aspectos profissionais que acabam proporcionando resultados mais eficazes para quem depende delas.

Nesse quadro são oportunas as decisões que visam a reforçar essas atuações, como a criação de mensurações específicas para facilitar sua evolução e a publicação do balanço social. Da mesma forma, é importante que cada vez mais as instituições oficiais de crédito levem em conta exigências como a de compromissos com um desenvolvimento sustentável nos projetos contemplados. Quanto mais se aprofundarem esses mecanismos, maiores tendem a ser os benefícios por parte de quem investe nessas ações e de quem se favorece diretamente delas.


A responsabilidade social das empresas.


Num mundo no qual os efeitos da globalização mostram os limites cada vez mais estreitos para a ação do Estado, as empresas estão assumindo crescentes responsabilidades sociais, que extrapolam largamente o âmbito estrito dos negócios. É preciso haver uma sintonia com os novos tempos e abrir uma frente diferenciada de atuação para mostrar à sociedade a dimensão desta mudança e colocar em destaque as empresas que praticam a cidadania de forma exemplar.

É patente a deterioração da qualidade de vida em nosso país, principalmente nos grandes centros, onde a riqueza material de poucos contrasta coma pobreza, cada dia mais crescente, de muitos. Não se pode eximir o Estado da responsabilidade de administrar essa situação de desequilíbrio social, que tem reflexos sobre toda a comunidade. Entretanto, se a sociedade insistir em esperar que a solução dos graves problemas que viemos enfrentando fique na dependência exclusiva dos governantes, certamente muitas gerações irão, ainda, amargar os reflexos desse processo de deterioração, traduzindo violência, insegurança, baixa qualidade de ensino, de saneamento básico, saúde, transporte, etc.

Diante desse quadro. Alguns empresários, conscientes de suas responsabilidades sociais, vêm desenvolvendo programas que visam a amenizar essa situação e propiciar uma condição de vida melhor aos assistidos.

Esses programas têm grande amplitude, indo desde melhores condições de trabalho oferecidas até a manutenção

de centros de ajuda a necessitados, através de oferta de ensino gratuito, assistência social a familiares de trabalhadores, manutenção de programas de aperfeiçoamento contínuo e muitos outros mais.

Cabe ao Estado reconhecer a parceria e apoiar iniciativas como essa que, havendo consciência do sentido de cidadania, possam ampliar a ajuda e servir de exemplo a outros.

Ao legislador atento, que tem por obrigação encaminhar propostas de soluções para os problemas sociais, compete acompanhar as ações e lutar para que se ampliem.

É preciso haver um processo de mudanças que atinja a sociedade como um todo para a resolução desses problemas sociais. Àqueles que defendem a opinião de que essas ações têm apenas a dimensão equivalente a uma gota de água nos oceanos e que, portanto, não irão resolver o problema maior, podemos afirmar que são muitos os exemplos de grandes males que afligiram a sociedade mundial e que hoje estão solucionados graças "ao idealismo, à persistência, ao trabalho e à fé" de pequenos grupos ou, até mesmo, de uma única pessoa.

Estado e sociedade organizada, interagindo de forma pró-ativa, podernao agilizar em muito a soluçnao de nossos problemas sociais.


Terceirização no Brasil


  • Foi o introdutor do tema “Terceirização” no Brasil, em 1989.


  • Foi Vice Presidente e Diretor de Administração da Eletropaulo


  • Como palestrante sobre o assunto, já apresentou inúmeras palestras, reuniões, seminários e workshops para empresas, executivos e gerentes, sindicatos de trabalhadores, associações empresariais, e universidades, em todas as regiões do país.


  • Realizou em São Paulo:


  • I e II CONAT - Congresso Nacional de Terceirização; e


  • I e II FENAT - Feira Nacional de Terceirização, em 1994 e 1995


  • Idealizou a Política Nacional do Setor Serviços (1993), como Secretário Geral do MICT - Ministério da Indústria, Comércio e Turismo.


  • Elaborou as alterações e as propostas finais do Enunciado 331, junto ao Tribunal Superior do Trabalho, em 1994 em Brasília ajustando, com isto, a contratação de serviços terceirizados pelo poder público.


  • Como Presidente do CENAM - Centro Nacional de Modernização, é correspondente na América Latina do O .I. - Outsourcing Institute, com sede em New York.


  • É autor de inúmeros artigos sobre Terceirização, suas aplicações e conceitos (Revista Exame, Gaz..., dentre outros).


  • É autor dos livros: “Terceirização: Uma Abordagem Estratégica, Editora Pioneira (1993), 5ª edição; e “O Brasil Profissional: A Hora e a Vez da Competência”, Editora Meta, lançado em agosto de 1998.


  • Lançou, em 1994, o vídeo: “Terceirização: Uma Visão Estratégica”, realização Commit Comunicação e Marketing. Está em fase de elaboração, CD rom/ disquete multimídia sobre o tema: “Terceirização: O Estado da Arte”, conceitos e aplicações.


  • É professor convidado da Universidade de Belgrano (Argentina), New York University e University of Central Flórida (USA) para proferir palestras sobre o assunto.


  • É professor titular da FAAP no curso de Pós-Graduação: “Gerente de Cidades”, na cadeira Modernas Técnicas de Gestão e Terceirização.





  • É professor Da USP no curso de Administração de Serviços, cadeira Planejamento Estratégico




  • INTELIGÊNCIA SOCIAL: O NOVO MARCO ESTRATÉGICO DAS EMPRESAS


    O ano de 2005 está deixando em todos nós empresários, profissionais e cidadãos duas marcas significativas.

    A primeira delas, a conscientização de que o papel das empresas nas atividades socialmente responsáveis é fundamental para a diminuição das distâncias sociais do país.

    Isto quer dizer que as organizações, quaisquer que sejam elas micro, pequenas, médias e grandes e de qualquer segmento, podem e devem adotar posturas éticas, junto aos seus colaboradores internos, e olhar ao seu redor, beneficiando a comunidade, indo além da busca só do lucro.

    Sem dúvida, 2005 significa um marco da sensibilização, chama a atenção da mídia e atingiu a alma das empresas, provocando-as a tomar uma decisão sobre como atuar sob a ótica da responsabilidade social.

    Mais ainda, mexe com os vários níveis decisórios, atinge a governança corporativa para fincar esta postura como um valor mais do que estratégico de posicionamento, junto aos seus públicos interno e externo, stakeholders e, principalmente, junto ao mercado.

    E aqui nasce outro valor extraordinário: a sociedade, indignada com os problemas sociais, é a grande irradiadora destas novas posturas, forçando e incentivando as empresas a entenderem seu papel de provedora de recursos, metodologia e criatividade na consecução de projetos sociais (incluídas aqui também as ações ambientais) que, sem dúvida, trazem e trarão resultados surpreendentes de resgate da cidadania e de inclusão social. Aí, então, esta mesma sociedade agradece e reconhece já estas organizações com uma marca exemplar e parceira.

    Esta é, portanto, a constatação. As práticas sociais corporativas já fomentadas são também responsáveis por inúmeras iniciativas, individuais ou coletivas, que despertam em milhões de pessoas deste país novas e surpreendentes atitudes.

    Não tenho dúvidas que estamos diante de um novo quadro e de novas perspectivas para o Brasil.

    Temos hoje um verdadeiro “exército social”, formado por especialistas em solidariedade, cidadania, capazes de provocar sorrisos nos mais carentes, alento para a vida, trocar carinho, fazer brilhar os olhos dos vitimados socialmente, capacitando-os na reconquista do sonho de viver com dignidade.

    Esta afirmação, portanto, nos leva à segunda marca: o desafio de mantermos estas atitudes gerando agora sustentabilidade e empreendedorismo social.

    Já sabemos que a participação das empresas em programas socialmente responsáveis deve ser relevante a partir da sua visão estratégica. Isto garantirá os esforços por 3 a 5 anos, no mínimo, com a certeza de atingimento de resultados expressivos.

    Como construir, então, este marco revolucionário na consciência dos empresários, dos executivos e dos profissionais em geral?

    Como manter o espírito voluntarista das pessoas e incitá-las a continuarem nesta tarefa e conquistarem novos adeptos?

    A provocação vai, então, para os neurônios. Vamos agora construir nossas atitudes a partir de um novo pilar que é a inteligência social.

    Assim, ela poderá estar definitivamente incorporada na nossa missão de vida.

    A inteligência social significa termos, nas nossas mentes, todos os valores e crenças que possam fazer das nossas atitudes o novo marco regulatório da sociedade brasileira, incluída socialmente e com oportunidades certas e concretas a vivenciar.

    Significa projetarmos na nossa vida pessoal, profissional e empresarial, sistemas, procedimentos e ações que farão, desta soma de esforços, algo absolutamente concreto, estruturado e arraigado a atitudes sociais verdadeiramente responsáveis.

    A inteligência social deverá ser, em 2005, a nossa estratégia de vida.

    Pois, não somos melhores, nem piores. Somos iguais. Melhor mesmo é a nossa causa. Por uma sociedade mais justa, fraterna e com esperança.

    Que o espírito solidário se integre literalmente aos processos e modelos de gestão das empresas no limiar destes novos tempos.

    Que a “iso social” seja implantada e o seu Certificado de Qualidade Social passe a ser a expressão máxima de que podemos sim, todos juntos, operar a maior revolução social que este país já conheceu.


    O Processo de Transformação, a Ética e a Sociedade Atual


    Estamos vivendo um momento de “Choque de Ética” no Brasil.
    A crise de valores é percebida por todos e em todos os ambientes.
    A “anti-ética na política” dá um show de desilusão na sociedade, com ampla divulgação através dos veículos de comunicação, levando a dúvidas de comportamento desta nossa sociedade.

    O que nos resta fazer, então?

    Este olhar conjuntural dos últimos episódios do dia a dia brasileiro não consegue ocultar o grau do processo de transformação por que passa a sociedade brasileira.
    Felizmente essa onda gigante transformatória, “tsunamicamente” forte, vem em nossa direção e nos atinge e a nós se mistura, engrossando substancialmente o caldo da mudança...
    E, por ser contemporânea, muitos ainda não a percebem.
    Podemos, então, identificar que o fio condutor deste processo de transformação está baseado em quatro vetores básicos a saber:
    · O vetor Macroeconômico;
    · O da Sociedade propriamente dita
    · O do Terceiro Setor
    · E o da Responsabilidade Social Corporativa

    Sob este foco, surgem, heroicamente, no dicionário cotidiano da vida da sociedade brasileira, três palavras-chave que comandam estas ações de mudança.
    São elas: ÉTICA, CIDADANIA e PARTICIPAÇÃO.
    Os exemplos de sua aplicação, por si só, já explicam suas influências no nosso dia a dia.
    Senão, vejamos:

    · Ética:

    o Cada vez mais, e em todos os cursos universitários, a disciplina Ética está presente no curriculum;
    o O Código de Ética passou a ser o projeto mais importante implantado nas empresas, definindo a sua missão, valores, princípios, regulando as linhas de atuação comportamental dos seus colaboradores junto aos Stakeholders (públicos com os quais a empresa se relaciona) e de suas relações institucionais;



    o No relacionamento comercial, a empresa procura manter-se eticamente responsável, posicionando seu produto ou serviço de maneira sempre correta perante o seu cliente / consumidor;
    o Da mesma forma, firma-se a postura de sustentabilidade e preservação do meio ambiente, caso a produção ou comercialização dos produtos possa afetar esta atitude;
    o Entregar corretamente o que se compromete, o que está na sua publicidade, o que está inscrito na embalagem. É a empresa eticamente responsável, “cobrada” assim pelos seus clientes.

    · Cidadania:

    Com mais educação, a população obtém mais conhecimento e se posiciona com um perfil mais crítico.
    Assim, busca seus direitos, cobrando-os das empresas e autoridades públicas.
    O Código de Defesa do Consumidor passou a ser o instrumento que define exatamente esta relação, valorizando e garantindo os direitos da sociedade.
    À empresa resta cumprir o Código à risca. Organizações “eticamente irresponsáveis” são denunciadas diariamente e acabam não se sustentando nos seus negócios.

    · Participação:

    O Terceiro Setor se multiplica no Brasil. Inúmeras ONG’s (Organizações Não Governamentais) se instalam, se formam através da sede de participação da sociedade, que assume o papel da transformação através dos seus atos e atitudes em prol do Coletivo.

    Portanto, esta nova ordem penetra na sociedade e dá o tom estrutural, concreto, da verdadeira ação inclusiva e permanente de transformação que atinge o nosso país e nos sustenta.
    Com ânimo e, ainda, com o mínimo de esperança que nos resta, somente as atitudes do bem nos levarão a completarmos o ciclo virtuoso das relações éticas entre todos os seus agentes envolvidos.



    Prof. Lívio Giosa
    Consultor de Empresas, Sócio-Diretor da G,LM Assessoria
    Empresarial, Presidente do CENAM e Diretor do
    Instituto ADVB de Responsabilidade Social



    COMPETÊNCIAS: POR QUE TÊ-LAS?


    COMPETÊNCIAS: POR QUE TÊ-LAS?

    *Lívio Giosa

    Você acha que está tendo um bom desempenho na empresa que trabalha?
    Você conhece a opinião do seu superior hierárquico sobre suas atividades?
    Parece que hoje, vivemos tempos de turbulência plena.
    Quem está desempregado não vê a hora de encontrar uma vaga e iniciar seu trabalho e agarrá-lo com todo o entusiasmo.
    E, por outro lado, quem está empregado, vive em constante pressão da empresa e da chefia para superar resultados.
    Como conviver, portanto, com estas situações de conflitos?
    Para os profissionais, o importante, em ambos os momentos apresentados, é conhecer, claramente, as suas competências. Assim, você estará muito mais equilibrado e preparado para enfrentar quaisquer obstáculos que virão no dia-a-dia da sua vida profissional.
    Como, então, reconhecer as nossas competências?
    Primeiro, examine e reflita sobre seus conhecimentos. Nível e grau de instrução, cursos realizados, idiomas que domina, seminários, congressos, eventos que participou, tudo que possibilite seu desenvolvimento e melhor capacitação deve ser avaliado em relação ao que o mercado exige para o cargo e área que você está perseguindo ou já tenha assumido.
    Tente construir uma tabela de pesos e pontuação para cada um destes itens.
    Agora, pense na empresa e tudo que ela requer para garantir suas competências profissionais:
    ü bom conhecimento e prática da função;
    ü experiência que pode fazer a diferença;
    ü habilidade em lidar com conflitos.
    Some os pontos novamente.
    Acontece que só isto não basta. A expectativa das empresas é de encontrar profissionais diferenciados, com 360º de percepção, ousados e preparados para enfrentar os mais variados desafios.
    Confira, então, a lista complementar de competências requeridas e percebidas pelas companhias:
    ü iniciativa nas ações;
    ü criatividade;
    ü atitude solidária;
    ü motivação pessoal;
    ü multi-habilitação;
    ü investimento em auto-conhecimento;
    ü interesse em entender as pessoas;
    ü liderança;
    ü espírito de equipe;
    ü ética nos relacionamentos;
    ü adaptação à tecnologia.
    Acrescente-se a isto, outras competências externas à empresa, tais como: participação em ONG’s, espírito voluntário, participação em entidades associativas, hábitos culturais.
    E, então, quantos pontos você conseguiu?
    Lembre-se que estamos diante de um mercado super competitivo.
    E, num regime de competitividade, serão vencedores aqueles que tiverem cada vez mais competência.
    Portanto, dê um passo à frente e alcance-a. Você pode!

    *Lívio Giosa – Consultor de empresas, Profº e Coordenador de Cursos de Pós-Graduação e MBA (USP, FAAP e UNISA), Presidente do CENAM – Centro Nacional de Modernização e Vice Presidente da ADVB – Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil.


    RESPONSABILIDADE SOCIAL NO AMBIENTE PÚBLICO É POSSÍVEL?


    Os novos valores transmitidos pela visão socialmente responsável à sociedade já estão sendo percebidos sobremaneira.

    O mundo corporativo privado estabeleceu uma aposta pelo bem, na certeza de construir vantagens competitivas à luz do seu cliente-consumidor, ao assumir posturas éticas e cidadãs que vão além do seu lucro e do seu próprio negócio.

    Isto tudo faz parte de um grande processo de transformação desta mesma sociedade que vê, nestas atitudes, a real compreensão da empresa em melhorar sua imagem institucional e de fidelizar o produto/ serviço em troca de um olhar abrangente de melhorias internas do seu sistema de gestão de pessoas, e de conviver com posturas que garantam compreensão e adaptação também à sua responsabilidade social junto às comunidades que diretamente influencia.

    Como, então, conceber este pensamento e atitudes também para o ambiente público?

    Na verdade, temos que considerar alguns conceitos que permeiam esta tese.

    O primeiro é quanto à filantropia, que é o ato de doar (via pessoa física ou jurídica) bens materiais ou financeiros para determinada(s) instituição(ões).

    O segundo, é quanto ao poder público, responsável pelas políticas públicas sociais que tratam, coletivamente, de ações de transformação voltadas para a educação, saúde, habitação e transporte entre outros.

    O terceiro, a responsabilidade social corporativa, que permite a participação da empresa na transformação social focada nas suas atitudes éticas e numa determinada comunidade ou atividade ou beneficiários diretos, que percebem imediatamente a raiz da inclusão social permeando o processo.



    No momento,portanto, que avaliamos este tema sob a visão da participação do ambiente público e, em especial, nos municípios, podemos considerar os poderes executivo e legislativo como maestros e fomentadores deste novo olhar, capazes de fazer a diferença nos seus âmbitos de atuação.

    Cabe, assim, ao Prefeito, estruturar sua políticas sociais, de modo a perceber este novo posicionamento da sociedade e das empresas instaladas no seu município.

    Isto quer dizer que, compartilhando estas políticas públicas, o Prefeito poderá encontrar quem na cidade quer ser parceiro na entrega destes benefícios sociais, compatibilizando com os desejos das empresas ou entidades empresariais em apoiar estas iniciativas e ter sua imagem institucional valorizada na comunidade.

    São exemplos destas atitudes, dentre outras, a construção e manutenção de creches, telecentros, áreas de lazer e esporte, revitalização de praças e/ou áreas deterioradas, plantação de árvores, profissionalização de jovens para o primeiro emprego, educação para o meio ambiente, reciclagem de resíduos, escolas comunitárias, qualificação das “guardinhas municipais”, ações coletivas de cidadania, mutirões de saúde, etc.

    Também, cabe ao Prefeito, reconhecer no município os desafios que compreendem as 8 (oito) Metas do Milênio:
    1. Acabar com a fome e a miséria.
    2. Educação básica de qualidade para todos.
    3. Igualdade entre sexos e valorização da mulher
    4. Reduzir a mortalidade infantil
    5. Melhorar a saúde das gestantes
    6. Combater a AIDS, a Malária e outras doenças
    7. Qualidade de vida e respeito ao meio ambiente
    8. Todo mundo trabalhando pelo desenvolvimento,
    que deverão ser cumpridas até 2015, e como prover a cidade de indicadores sociais capazes de dar um norte às melhorias sociais que poderão ter também apoio das instituições em geral, ONG’s e das empresas.



    Quanto ao Legislativo, projetos de lei pró-positivos poderão ser implementados nas Câmaras de Vereadores nesta linha de visão socialmente responsável. São eles, dentre outros:
    · Criação do Fundo Municipal para a Criança e o Adolescente;
    · Criação das OS – Organizações Sociais ;
    · Criação do Programa de PPPs – Parceria Público Privada;
    · Textos legais facilitadores das parcerias do município com as empresas e suas devidas reciprocidades;
    · Prêmio “Balanço Social”, para reconhecimento público das empresas parceiras;
    · Textos legais que garantam obrigatoriedade das empresas com Contrato de Prestação de Serviço Público e de concessões municipais, em cumprir com uma reciprocidade social à cidade integrada com as políticas públicas municipais ao longo da execução do período do serviço (ex.: contratos de lixo, transporte urbano, merenda escolar, limpeza urbana e outros serviços).

    Se estas medidas forem adotadas nestes níveis de execução, não teremos dúvidas que o destino dos municípios será outro.

    População mais envolvida, empresas compromissadas e instituições em parceria darão um novo quadro da situação social, numa moldura exemplar.
    Ações estas que gerarão um ciclo virtuoso de concepção administrativa e legislativa, com um verdadeiro planejamento estratégico social municipal.

    Que transforma, valoriza e reflete o novo modelo de gestão pública competente.

    E aí, com os resultados garantidos, os herdeiros do futuro agradecerão.


    *Lívio Giosa: Deputado Estadual (1997 a 1999); Fundador e Coordenador do IRES – Instituto ADVB de Responsabilidade Social; professor de cursos de Pós-Graduação (USP, FAAP, UNISA)


    QUEM É VOCÊ, SÃO PAULO?


    É uma luz, acima de tudo.

    Um monstro, meio gente, meio concreto

    Com um lampejo de verde

    Que insiste em crescer.



    Quem é você?

    É a garoa perdida nas tempestades

    Que insistem em encher

    As casas, as ruas e a dor

    Daqueles que, entretanto, também insistem em ficar (até a próxima chuva).



    Você, São Paulo, é aquela nuvem cinza encrostada numa cidade,

    Sequela poluída de um crescimento que já foi o seu maior orgulho

    E que hoje tosse, tem bronquite, faringite e sinusite

    E se dá ao luxo de, mesmo assim

    Não ter tique-tiques nervosos...



    Quem é você, São Paulo?

    É paixão recolhida, reprimida na falta de quintais, jardins e parques

    Na falta de céu prá pipa subir,

    Na falta de terra pras bolinhas de gude rolarem,

    Na falta de espaço prô futebol jogar.

    É você, São Paulo, que das crianças se separou... e

    Para elas terá que voltar.



    São Paulo , foi você quem criou os portões, as grades dos prédios,

    Os alarmes seguros prá tentar espantar os ladrões e suas caçadas,

    A marca maior de acidentes de trânsito,

    Você virou páginas e páginas de estatísticas não privilegiadas.



    São Paulo, quem é você?

    É criança, jovem, adulto e idoso.

    Para estes, um inferno. Uma luta inglória nesta cidade que só quer correr.

    É um misto de raças. Uma cor incolor de tonalidades

    Um coração cheio de responsabilidades.



    São Paulo, você virou um sonho perdido.

    Deixou de ser o paraíso do nortista,

    A fatura certa da prostituta, a grana farta do vendedor.

    Você virou competição mesmo. Aglutinou os espaços,

    Zoneou o azul, codificou a terra, computadorizou o rumo, "metroenfiou" o povo por baixo de tudo quanto foi área,

    Só para sobreviver um pouco mais...



    São Paulo, você é vida?

    Que se preze.

    Deu cabeça e idéias pros mais variados gostos.

    Do motel transcendental ao novo bar da Faria

    Da caipirinha ao bauru,

    São Paulo virou serviço de atendimento especial cinco estrelas,

    Que tem tudo. Tudo tem, vinte e quatro horas ou mais por dia.



    E então, São Paulo, quem é você, afinal?

    .................................................................................



    Sou gente

    Sou templo de todas as religiões

    Sou o ponto de encontro dos amigos, da família

    Sou pele, ritmo alucinado, da balada, do rock e do samba.

    Sou tema de música, sou avenida

    Sou pujante, sou, enfim,

    O seu sonho, a sua marca.

    A dose certa

    De quem me ama!



    LÍVIO GIOSA
    Autor do livro: "Olhos da Vida - contos e poesias" - Editora Pensieri


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